quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Alô, fevereiro!

Tamborim avisou, cuidado
Violão respondeu, me espera
Cavaquinho atacou, dobrado
Quando o apito chegou, já era
Veio o surdo e bateu, tão forte
Que a cuíca gemeu, de medo
E o pandeiro dançou, que sorte
Fazer samba não é brinquedo
Todo mês de fevereiro, morena
Carnaval te espera
Querem te botar feitiço, morena
Mas também pudera
Se ele pega no teu corpo
Vai ter gente enlouquecida
Querendo entender a tua dança
Querendo saber da tua vida

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Eu entendi. E você?

Chico, cabra errado e bonequeiro, já melado depois de traçar um burrinho e duas meiotas, vinha penso, cambaleando, arrodiando o pé de pau , quando deu um trupicão que arrancou o chaboque do dedo.
- Diabeísso!
- Vai, cú de cana! - mangou a mundiça que estava perto.
- Aí dentro! - disse Chico.
Chico estava ariado desde ontonti, quando o gato-réi que ele acunhava lá na baxa da égua, bateu fofo com ele pra ir engabelar um galalau estribado da Aldeota.
- É o que dá pelejar com canelau, catiroba, fulerage - pensava ele
- Ganhei um chapéu de touro, mas não tem Zé não, aquela marmota tá mesmo só o buraco e a catinga. Dá é gastura.
Chegando em casa se empriquitou de vez e rebolou no mato todas as catrevage da letreca: uma alpercata, um gigolete amarelo queimado e uns pé de planta que ela tinha trazido enquanto iam se amancebar. Depois se empanzinou de sarrabui e panelada e foi dormir pensando nas comédias.

Não quero perguntar

Pode-se sempre perguntar e sempre continuar sem resposta. Será que consigo me entregar ao expectante silêncio que se segue a uma pergunta sem resposta? Embora adivinhe que em algum lugar ou em algum tempo existe a grande resposta para mim.

sábado, 26 de janeiro de 2008

Crescer, sumir, partir, chegar
Revirar e se descobrir
Se elaborar, se transformar...

Me diz como fugir do que levamos por dentro

Quando
Você irá cair
Em si?

Nós somos a soma das nossas decisões.

Allen. Não, eu não... o Woody!
Devia ter uma lei proibindo essas promoções de vodka dupla com red bull. Estraga a festa "duzôto" e ainda faz a gente acordar com tendências suicidas.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

* a caixa de pandora

quando digo que agora
te amo pra sempre
espero que entenda:
agora pode ser pra sempre
o sentimento momento
pode se descobrir eterno

só
depende de
nós
e há
nós
(h)a-penas
nas coisas enlinhadas
demais complicadas
nas coisas pequenas

mas nós
nósomosimplesmente nós
atados
em-laçados
com laço forte
mas sem engodo

é voluntário
movido pelo músculo
ma(i)s involuntário
o que sinto

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Foi mal aí!

Eu faço parte do set list.

Era uma vez...

...uma menina que falava com o rio e com o sol, que ria e rodopiava encantada com o brilho das idéias e os salpicos da água dum lago. Essa menina era como as outras meninas, mas ria e rodopiava encantada com o brilho das idéias e os salpicos da água dum lago, rodopiava até cair de cansada. Caía, mas nada lhe doía, nem o peito, nem o riso e por entre as flores recuperava o fôlego e a energia.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Você conta por aí
Da nossa felicidade
Mas nem todos podem ouvir

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Onde já se viu o mar apaixonado por uma menina?
Quem já conseguiu dominar o amor?
Por que é que o mar não se apaixona por uma lagoa?
Porque a gente nunca sabe de quem vai gostar

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Quer saber de uma coisa?

Tudo pode ser bom, ruim e principalmente, assim assim... tudo ao mesmo tempo ou não, e não necessariamente nessa ordem... Da lembrança à correria, o medo, o medo. Medo é bom. Ruim é o medo de ter medo. É bom sentir saudade. Ruim é não ter saudade. É bom sonhar. Realizar não é tão bom, mas ruim mesmo é não realizar. O fim de um grande amor é muito, muito ruim. Um grande amor não tem fim... Bom é amar. Ruim é amar. Bom é encarar a vida com fantasia. Morrer não deve ser tão ruim assim. E pode ser bom falar sobre bom e ruim. Como pode ser pior, assim assim... bom...
Desculpa é uma frase que pretende ser um beijo.

domingo, 20 de janeiro de 2008

"muita gente com fraqueza de feições"

Essa figura é uma figuraça... E ainda me acaba com o tal blog. Pode? Vou criar um por ela só com as pérolas que ela me manda. E não são poucas. Vai bombar!

De ontem em diante

De ontem em diante serei o que sou no instante agora
Onde ontem, hoje e amanhã são a mesma coisa
Sem a idéia ilusória de que o dia, a noite e a madrugada são coisas distintas
Separadas pelo canto de um galo velho
Eu apóstolo contigo que não sabes do evangelho
Do versículo e da profecia
Quem surgiu primeiro?
O antes, o outrora, a noite ou o dia?
Minha vida inteira é meu dia inteiro
Meus dilúvios imaginários ainda faço no chuveiro
Minha mochila de lanches?
É minha marmita requentada em banho Maria
Minha mamadeira de leite em pó?
É cerveja gelada na padaria
Meu banho no tanque?
É lavar carro com mangueira
E se antes, bem antes, um pedaço de maçã
Hoje quero a fruta inteira
E da fruta tiro a polpa... da puta tiro a roupa
Da luta não me retiro
Me atiro do alto e que me atirem no peito
Da luta não me retiro...

Todo dia de manhã é nostalgia das besteiras, das besteiras e das besteiras que fizemos ontem

sábado, 19 de janeiro de 2008

uebaaaaaaaaaaaaa...

Ai, ai, ai, ai ... Tá chegando a hora!!! O carnaval está em cima. Graças a Momo!!! E minha festa já está garantida. Graças a mega-promo da TAM!!!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Ainda não

sabe, é que eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você ou apenas aquilo que eu queria ver em você, eu queria saber até que ponto você não era apenas uma projeção daquilo que eu sentia, e, se era assim, até quando eu conseguiria ver em você todas essas coisas que me fascinavam e que no fundo, sempre no fundo, talvez nem fossem suas, mas minhas, e pensava que amar era só conseguir ver, e desamar era não mais conseguir ver, entende?

(ouvindo lulu)

te querer, te ganhar, te perder.

mas não tem vacilo nem engano que estrague nosso plano
isto é, se for, aquilo que chamam amor.
acertar os erros?
reinventar?
virar a página?

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Chove chuva sem parar...

Eu perco o sono e choro, sei que quase desespero mas não sei porque. A noite é muito longa e eu sou capaz de certas coisas que eu não quis fazer. Será que alguma coisa nisso tudo faz sentido? A vida é sempre um risco, eu tenho medo do perigo. Lágrimas e chuva molham o vidro da janela mas ninguém me vê. O mundo é muito injusto. Eu dou plantão dos meus problemas que eu quero esquecer. Será que existe alguém ou algum motivo importante que justifique a vida ou pelo menos esse instante. Eu vou contando as horas e fico ouvindo passos. Quem sabe o fim da história de mil e uma noites de suspense no meu quarto?

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Aniversário, feliz que só!

As comemorações começaram na véspera com a chegada dos amigos batuqueiros. O dia começou lindo, enjoado, sonolento, dengoso. Parte da dívida de beijos e abraços paga, o Mucuripe nos esperava. Show do "bloquinho" marcado para o dia 12 mas claro que só começou no dia 13, o meu dia. E a festa foi especial. Ganhei vários parabéns do Pedro Luís durante o show. Muito legal. Tudo bem que só consegui ouvir o primeiro. As outras vezes foram os amigos que me contaram. Isso porque me aparece o Kaco e diz que o bar estava por conta dele. Ai, ai... maluco! Fiquei "soltinha" como disse um amigo meu. Teve até presente surpresa da Marizinha que, de longe, deu um jeitinho da camisa do Vascão chegar aqui. Gostei tanto que vesti na hora. Dia claro, café-da-manhã no hotel, boas risadas, mais presentinhos. Mais tarde, depois de umas horinhas de sono, a ressaca tentou dar um golpe mas fugiu diante da minha felicidade. E o dia terminou com entardecer na praia e pizza com a mão. Preciso de mais?
Uma noite apaixonou-se, dias depois foi encontrado morto, engasgado com um EU TE AMO na garganta.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Metâmeros

Vai passar, tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana. Um mês ou dois, quem sabe? O verão está aí, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada "impulso vital". Pois esse impulso ás vezes cruel, porque não permite que nenhuma dor insista por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento te surpreenderás, pensando algo assim como "sempre" ou "nunca". Ninguém sabe como, mas aos poucos fomos aprendendo sobre a continuidade da vida, das pessoas e das coisas. Já não tentamos o suicídio nem cometemos gestos tresloucados. Alguns, sim – nós, não. Contidamente, continuamos. E substituímos expressões fatais como "não resistirei" por outras mansas, como "sei que vai passar"...

sábado, 12 de janeiro de 2008

É hoje o dia da alegria e a tristeza nem pode pensar em chegar!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Entre a dor e o nada, o que você escolhe?

Deixo tudo assim
não me importo em ver
a idade em mim
ouço o que convém
eu gosto é do gasto.

Sei do incômodo
e ela tem razão
quando vem dizer
que eu preciso sim
de todo o cuidado.

E se eu fosse o primeiro
a voltar pra mudar
o que eu fiz
quem então agora eu seria?

Ahhhh, tanto faz
e o que não foi nao é
eu sei que ainda vou voltar
mas eu quem será?

Deixo tudo assim
nao me acanho em ver
vaidade em mim
eu digo o que condiz
eu gosto é do estrago

Sei do escândalo
e eles têm razão
quando vem dizer
que eu não sei medir
nem tempo e nem medo

E se eu for o primeiro
a prever e poder
desistir do que for dar errado

Ahhhh, ora se não sou eu
quem mais vai decidir
o que é bom pra mim?
dispenso a previsão

Ahhhh, se o que eu sou
é tambem o que eu escolhi ser
aceito a condição

Vou levando assim
que o acaso é amigo
do meu coração
quando falo comigo
quando eu sei ouvir!

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Esta é a vida!

A vida obtusa, que nos encanta, lenta que parece um século, breve que parece uma hora. Uma agitação alternada entre paraíso e inferno que não se aquieta mais.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

O anjo (mais novo)

Enquanto houver você do outro lado
Aqui do outro eu consigo me orientar
A cena repete a cena se inverte
Enchendo a minh'alma d'aquilo que outrora eu deixei de acreditar

Tua palavra, tua história
Tua verdade fazendo escola
E tua ausência fazendo silêncio em todo lugar

Metade de mim
Agora é assim
De um lado a poesia, o verbo, a saudade
Do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim
E o fim é belo incerto... depende de como você vê
O novo, o credo, a fé que você deposita em você e só

Só enquanto eu respirar
Vou me lembrar de você
Só enquanto eu respirar

Vida amarga, como é doce a dor da palavra dita de tão longe...

No teu mundo, sou criança novamente
Não tem sombra nem assombração

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Continuando aquele papinho...

Perguntar é mais difícil porque temos que estar preparados para escutar a resposta.

Gostar

Forma covarde de dizer que amamos.