sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

diz que fui por aí...

saí para apaziguar “o desassossego do errante em minha alma”.
se quiserem saber se volto, diga que... ah, não diga nada.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

já dizia o véi nietzsche...

o que não nos mata, nos fortalece.
afinal, a gente é do mundo,
e vai sempre pra onde a sorte nos levar.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Atos loucos

mesmo estando longe a lembrança me invade o tempo todo.

***

minha voz continua a mesma mas os meus os cabelos...
arg!!! mudaram sim. olha direito.

***

amadurecendo aos poucos minha partida,
meu desejo de correr o mundo afora.

***

O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus,
pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Digitais

Eu tava aqui tentando não pensar no seu sorriso. Mas me peguei sonhando com sua voz ao pé do ouvido. E te liguei. Me encontro tão ferida, mas te vejo aí também em carne viva. Será que não tem jeito? Esse amor ainda nem nasceu direito, pra morrer assim. Se você pudesse ter me ouvido um pouco mais. Se você tivesse tido calma pra esperar. Se você quisesse poderia reverter. Se você crescesse e então se desculpasse. Mas se você soubesse o quanto eu ainda te amo... É que eu não posso mais. Não vou voltar atrás. Raspe dos teus dedos minhas digitais. Eu não vou voltar atrás. Apague da cabeça o meu nome, telefone e endereço. Eu não vou, eu não vou voltar atrás. Arranque do teu peito o meu amor cheio de defeitos. Me mata essa vontade de querer tomar você num gole só. Me dói essa lembrança das suas mãos em minhas costas, sob o sol da manhã. Você já me dizia: conheço bem as suas expressões. Você já me sorria ao final de todas as minhas canções. Então por quê?

Arranque do teu peito o meu amor cheio de defeitos...

telefonema na madrugada

meu nível de tolerância para com a estupidez humana tem oscilado entre inexistente e praticamente nulo.

*garganta seca de raiva
*sono perdido
*vitiminiqui

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Naquele tempo os sentimentos eram sentimentos

Quem pensa grandemente, é forçado a errar grandemente.
Heidegger, filósofo alemão

Nenhum som teme o silêncio que o ex-tingue. Não há silêncio que não esteja grávido de sons.
John Cage, compositor norte-americano

Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida.
Clarice Lispector, escritora brasileira

a idéia

uma coisa muito simples. que justamente por isso, tem uma explicação muito complexa.

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eu ando muito cansada. acho que já falei isso antes. trabalhando muito. mas pelo menos da faculdade fiquei livre hoje. ainda bem que as férias estão chegando. ah, vai ter gente dizendo: DE NOVO??? parece até que estou vendo. risos... poxa, mas dessa vez estou precisando mesmo. e se não estivesse tudo pago, juro que ia preferir passar os 10 dias aqui mesmo, de preferência dormindo, feito urso. ainda bem que eu não faço muito o estilo maratonista: resistência e constância. estou mais para 100 metros rasos: explosão e intensidade. e quando chegar naquele lugar maravilhoso, bonito até no nome, sei que as energias se renovarão.

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domingo foi dia de teatro. um monólogo que não era lá essas coisas mas rendeu umas boas risadas. e serviu pra eu descobrir que em fortaleza já tem koni. ai, ai, ai... já peguei até meu cartão fidelidade. ah, outra grande novidade: em breve teremos nextel. só assim eu conseguirei diminuir a minha conta de telefone que está uma coisa absurda.

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o fim de semana também rendeu umas merdinhas dessas que eu faço de vez em quando, assim, no impulso. dessas coisas que o ócio provoca. mas tudo bem. eu vou sobreviver.

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"Ficaram novamente em silêncio. Desta vez, na espécie de silêncio que ocupa espaço. O silêncio que, descrito numa folha de papel, deveria ser assim: (

.)"

domingo, 7 de dezembro de 2008

A casa das mil portas

Eu amava ela. Ela me amava. Obviamente, não ficamos juntos. (Ryot)

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Temia o inferno. Foi eternamente infeliz no paraíso. (Renata Marinho)

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Infovia-crúcis. Conheceram-se na rede. Amou-a e deletou-a. (Nivaldo Lemos)

sábado, 6 de dezembro de 2008

borboletas na barriga

hoje eu estou com tanta vontade de escrever. escrever por escrever. tudo. nada. besteira mesmo. um impulso alegre que me movimenta. talvez seja essa tal ilusão que voltou a me dominar. eu andava levando muita realidade por dentro.

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hum! experimenta mais uma vez, ó. mas assim: pra valer.

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a favorita está me deixando tensa. povo burro. chama logo a polícia e acaba logo com a palhaçada. nammmm...

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e a vida? benzadeus que é besta.

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quando será que vai perceber que eu estou apenas esperando o primeiro passo?

tarde de sábado

ensaio aberto, cachorras, maracatu, batucada... dessas coisas assim, inesperadas.

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ligar só pra dizer alô porque sabe que eu não gosto de ficar esperando é fofo, muito fofo! principalmente quando eu já me acostumei e nem espero mais.

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muitas coisas que não sei sobre mim, mas um anjo eu tenho certeza que não sou. eu solto pum.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

SMILE


Smile though your heart is aching,
Smile, even though it’s breaking,

When there are clouds in the sky

You’ll get by,
If you smile through your fear and sorrow,
Smile and maybe tomorrow,

You’ll see the sun come shining through for you
Light up your face with gladness,
Hide every trace of sadness,
Allthough a tear may be ever so near,
That’s the time,
You must keep on trying,
Smile, what’s the use of crying,

You’ll find that life is still worth-while,

If you just smile.

(Charlie Chaplin)

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Dessas coisas que se ouve assim, de manhã cedo, e faz o sorriso entrar no ouvido e logo correr para boca.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Cansada

Cansaço que me rouba as palavras, mas não arranca a vida.

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Peço tanto a Deus
Para esquecer
Mas só de pedir me lembro

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Dezembro chegou

Ufa!!! E chegou prometendo muitas emoções. Contando os dias... e as notas. (Ai,ai)

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Este ano viajei mais que em qualquer outro ano. A vida atravessou sem pedir licença e eu resolvi seguí-la. Valeu a pena! Mas ano que vem quero diminuir o ritmo. Preciso me dedicar um pouco aos estudos. Mas só depois do carnaval. Risos...

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Começando a lista de promessas para o novo ano: escolher melhor minhas leituras. Nada de blogs que me causem mais angústias que sorrisos. A partir de hoje, cada um com seus tesouros.

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Os amigos esse fim de semana foram fundamentais. Deixaram meu coração leve novamente... Obrigada!

Direto da (P)Ilha de Tonga

Toddynho:
Ué, mas o Fluminense não foi rebaixado?
Quem/o que é Vasco?

Dotô:
Explicação didática:
Fluminense é time de branco.
Vasco é time de moreno.
Botafogo é time de amarelo.
Vaaaiiii!!!
PS: quase esqueço: flamengo não é time.

Toddynho:
Quem é pó de arroz?
Tua explicação tá furada! :-p

Dotô:
Depende do arroz:
arroz branco: fluminense
arroz integral: vasco
arroz amarelão extra: botafogo
Foooiii!!!
PS: o arroz flamenguista é intragável...eheheh.

O vizinho

não lembro se quando eu cheguei ele já morava ali. meu processo de mudança foi tão longo e eu viajei tanto esse ano. o certo é que só nos últimos dias eu comecei a prestar atenção nele. sei lá porquê. acho que eu sou futriqueira mesmo. mas toda hora que eu passo pelo corredor a porta dele está aberta. às vezes deitado na rede, às vezes num colchão no meio da sala, às vezes só o barulho da televisão. vou de manhã para o trabalho, volto para o almoço ou à noite, ele sempre lá. será que ele não trabalha? talvez ele seja uma dessas pessoas que a síndica falou que moram fora mas mantêm o apartamento ali para passar férias, temporada. nunca vi nenhuma visita. ou será que ele está envolvido com alguma atividade ilegal? será que ele é estrangeiro? não deu pra perceber sotaque nas poucas palavras que trocamos, geralmente bom dia ou boa noite. quem me conhece sabe que sou meio pé atrás com estrageiros. coisas da profissão. mas pelos traços físicos (vistos de longe) ele bem que pode ser estrangeiro sim. mas é charmoso. deve ter uns quarenta e poucos anos. acho que ele cozinha bem. às vezes sinto um cheirinho bom de comida vindo de lá. outro dia eu reclamei com ele (educadamente, eu acho!) que eu não estava conseguindo me concentrar para estudar com o barulho de armador enferrujado que o balançado da rede fazia. ele pediu desculpas e parou de balançar. na outra noite vem uma galera aqui em casa e fica até altas horas da madrugada conversando alto, cantando, rindo... pior, ele não reclamou e ainda ganhei um sorridente bom dia quando entrava em casa no dia seguinte. eu mal consegui responder de tão sem graça. fiquei me sentindo a mais fresca das criaturas. sexta-feira passada eu ia chegando em casa na hora do almoço e dei aquela olhadinha disfarçada de sempre. aimeudeus, acho que ele tava nu. eu acho, porque eu vi que ele estava com a toalha na mão secando o cabelo e se estava vestido era com alguma coisa muito clara ou na cor da pele. mas eu fiquei tão desesperada que tirei logo os olhos, entrei em casa correndo e não tive coragem de conferir. maluco, exibido ou será que eu que viajei? bom, mas essa foi a útima vez que o vi. de lá pra cá a porta está fechada. e acho que o apartamento está vazio. nenhum barulho, nenhuma luz. será que ele viajou? será que ele volta?