sábado, 29 de dezembro de 2007

2007 adeus, 2008 à Deus

quanto fui, quanto não fui, tudo isso sou.
quanto quis, quanto não quis, tudo isso me forma.
quanto amei ou deixei de amar é a mesma saudade em mim.


Vou sumir por um tempo mas prometo voltar bombando. Estou voltando para a Cidade Maravilhosa. Serão 9 dias frenéticos. Muitas programações e muito Monobloco aê. Rave vai perder feio! O ano que se apresenta promete ser muito feliz mas se for pelo menos igual a 2007, já será maravilhoso. Tenho muito a agradecer por esse ano que se vai. Até mesmo os momentos de dificuldade serviram para levar ao crescimento e à superação. Conheci muitos lugares, ganhei vários grandes amigos. Ano de felizes reencontros também. Foi ainda o ano de nascimento deste blog, que tem sido meu grande refúgio. Afinal, como bem disse o gênio Mário Quintana, se um poeta consegue expressar a sua infelicidade com toda a felicidade, como é que poderá ser infeliz? Bom, ia desejar a todos que 2008 seja de muita felicidade, batuque, aventura, boas risadas e amizades sinceras. Mas é irrelevante desejar isso tudo pois, como disse um (des)conhecido meu, vai rolar, quer queiramos ou não. Com saúde tudo rola. Então resta-me desejar muita saúde a todos.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Tô voltando!

Pode ir armando o coreto e preparando aquele feijão preto. Eu tô voltando! Põe meia dúzia de Brahma pra gelar, muda a roupa de cama. Eu tô voltando! Leva o chinelo pra sala de jantar que é lá mesmo que a mala eu vou largar. Quero te abraçar, pode se perfumar porque eu tô voltando. Dá uma geral, faz um bom defumador, enche a casa de flor que eu tô voltando. Pega uma praia, aproveita, tá calor, vai pegando uma cor que eu tô voltando. Faz um cabelo bonito pra eu notar que eu só quero mesmo é despentear. Quero te agarrar... pode se preparar porque eu tô voltando. Põe pra tocar na vitrola aquele som, estréia uma camisola. Eu tô voltando! Dá folga pra empregada, manda a criançada pra casa da avó que eu tô voltando. Diz que eu só volto amanhã se alguém chamar, telefone não deixa nem tocar... Quero lá... lá... lá... ia... porque eu tô voltando!

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Diga que há uma coisa mais constrangedora, por favor!

Acho que essa independência e essa modernidade me estragaram. Esse negócio de apresentar o povo em casa está me tirando o sono. Talvez o problema seja eu. Uma coisa tão simples, mas eu cismo em tornar isso difícil. Também, eu fico constrangida por qualquer coisa, né? Ah, mas não é descaso não. Eu só acho que essas coisas não precisam de formalidades. Eu prefiro agir naturalmente, deixar as coisas acontecerem, a galera se esbarrar por aí. Vez por outra falo do assunto como se todos já soubessem. Assim fica mais fácil. Minha mãe também não ajuda, né? Não me pergunta nada. Aí eu teria que puxar o assunto e isso é muito difícil. Ai, ai... Calma, eu vou conseguir. Ainda tenho tempo.

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Sonho parece verdade
Quando a gente esquece de acordar
E o dia parece metade
Quando a gente acorda e esquece de levantar

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Então, é Natal!

Feliz...

Planos para 2008

- Voltar a malhar
- Conhecer Fernando de Noronha
- Fazer ouvido de mercador quando alguém disser: nunca mude

Prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo.

domingo, 23 de dezembro de 2007

Medo e desejo, silêncio e som. Tem certas coisas que eu não sei dizer... E digo.

sábado, 22 de dezembro de 2007


Sem palavras

Eu sei que nada tenho a dizer,
Mas acabei dizendo sem querer
Palavra bandida!
Sempre arruma um jeito de escapar

Seria tudo muito melhor
Se a música falasse por si só
Dá raiva da vida
Nada existe sem classificar

Penso, tento
Achar palavras pro meu sentimento
Tanto é pouco, nada diz
Não é triste, nem feliz

Mesmo sendo
Um pranto, um choro ou qualquer lamento
Nada importa, tanto faz
Se é pra sempre ou nunca mais

Pensei em mil palavras, e enfim
Nenhuma das palavras coube em mim
Não vejo saída
Como vou dizer sem me calar?

Diria mudo tudo o que faz
Minha vida andar de frente para trás
Uma frase perdida
Num discurso feito de olhar

Não é meigo, nem é lindo
Não é raso, não é pouco, nem é tudo
Não é fato, nem é mito
Não é raro, não é oco, nem é nulo
Não é isso, não é outro
Não é chato, não é mito, naõ é chulo
Não, não, não, não

Eu sei que nada tenho a dizer
Pensei em mil palavras, e enfim
Seria tudo muito melhor
Pensei
Seria
Se um dia alguém puder me entender

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Já não me preocupo se eu não sei porquê
Às vezes o que eu vejo quase ninguém vê
E eu sei que você sabe quase sem querer
Que eu quero o mesmo que você
E o futuro é uma astronave
Que tentamos pilotar
Não tem tempo, nem piedade
Nem tem hora de chegar
Sem pedir licença
Muda a nossa vida
E depois convida
A rir ou chorar...

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Durante o dia a gente tenta
Com sorrisos disfarçar
Alguma coisa que na alma
Conseguimos sufocar

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Tempos modernos...

... os anjos anunciam a boa nova pelo orkut.

Com torcicolo

Acordei com um torcicolo pavoroso. Tudo indica que a culpa foi da falta de mensagens de madrugada. Acho que não estou acostumada a dormi uma noite inteira sem ouvir o barulhinho do telefone. E o resultado é que já começo o dia toda empenada. Podem bem imaginar a situação. Justo hoje que o trabalho está frenético, eu aqui, de pescoço duro, parecendo um robô. Quando viro para olhar alguma coisa, todo o corpo tem que acompanhar. Uma beleza!

terça-feira, 18 de dezembro de 2007


Tento pensar que meus 26 anos não deveriam mesmo suportar todo esse peso nas costas. Mas quando vejo as lágrimas nos olhos de minha mãe, sinto-me a mais egoísta de todas as criaturas. Abandonou-me aquela força aparente deixando a terrível escolha em minhas mãos. Hoje sinto que as minhas certezas agora não passam de dúvidas. Estou perdida...

Eu tive um sonho ruim e acordei chorando

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Dia do papoco

Hoje eu tô apurrinhada, destrambelhada, com abuso de tudo, de lundum... Já chegando no trabalho lembrei do celular. Volto em casa pra pegar. Entro em casa tão aperreada que nem vi a pequena correr pra me dar um beijo. A bichinha passou reto. "Oh tia Ranna, meu beijo..." Fiquei com dó. Minha tia pede uma carona. "Avia que eu tô avexada." Ainda pego o girador errado. Abestada! Fui ligar o computador, que já estava bem pebinha, e deu aquele papoco. "Oxe! O que foi que eu fiz? O bicho é que é fulero." Fui baixar pra desligar os fios e taquei o quengo na quina da mesa. Ainda vêm cabôco frescar com minha cara, querendo dar pitaco. "Sai de mim que eu tô facin de arengar e mandar neguin pra China." O dia hoje vai ser longo. Tô lascada! Agora vou ali dar uma espiada no carro que não fui com a cara do pivas que ficou pastorando.

domingo, 16 de dezembro de 2007

Na redinha...

pensando em como ficamos dengosos e carentes quando doentes. pensando em como meu amigo teve a coragem que me falta de largar tudo e ir morar no rio. pensando em como foi bom o showzinho de ontem. pensando em como foram legais os reencontros de ontem e de hoje. pensando em como meu coração está tranquilo ultimamente. pensando em como é maravilhosa a reciprocidade.
Prefiro ser feliz, embora louco, do que viver infeliz em são conformismo.

sábado, 15 de dezembro de 2007