Hoje estou naqueles dias em que a mente não pára, pensa mil coisas ao mesmo tempo, num ritmo frenético, idéias desordenadas. Pensei: vou escrever no blog. Mas escrever o quê? Quis escrever sobre saudade mas não lembrei nenhum poema interessante. Pesquisei alguma coisa mas tudo que encontrei falava de saudade que dói, que faz sofrer. Essa não é a minha saudade. Sei lá, está estranho. Estranho e bom! Esse sentimento de que nada abala. Showzinho remarcado pra estragar o fim de semana, muita coisa conspirando e ainda assim eu aqui, tranquila, confiante. Será que estou "me achando gatinha" demais? Risos! Que sentimento é esse que me traz tanta paz? Experimento uma sensação que até então não conhecia. Ansiedade boa porque correspondida. Um bem de querer bem e só. Dúvida, nenhuma mais.
O que será que me dá
Que me bole por dentro, será que me dá
Que brota à flor da pele, será que me dá
E que me sobe às faces e me faz corar
E que me salta aos olhos a me atraiçoar
E que me aperta o peito e me faz confessar
O que não tem mais jeito de dissimular
E que nem é direito ninguém recusar
E que me faz mendigo, me faz suplicar
O que não tem medida, nem nunca terá
O que não tem remédio, nem nunca terá
O que não tem receita
Tentei um feriadão sem grandes emoções para estudar um pouco antes da viagem e da semana de curso e farra em Brasília (muito mais farra que curso, espero!). Mas ficou difícil. Quarta, festinha do trabalho. Aliás, depois vou escrever só em homenagem à minha família Papi, mais que colegas, meus amigos. Muito bom ter conseguido reunir todo mundo novamente depois das mudanças. Tanta saudade que eu estava das nossas farras, das nossas bobeiras. Por mim, voltava todo mundo agora, já. Mas se é para vocês serem mais felizes, tudo bem, eu aceito. Eita! Viram que o texto hoje está bagunçado. Falando coisa com coisa. Ou será nada com nada? Não ligo e vou continuar. As madrugadas foram movimentadas. Muitas mensagens, horas ao telefone, amiga que liga pedindo socorro. Ah, essa é outra história. Quinta tinha acabado de deitar, uma amiga liga muito nervosa, pedindo pra eu ir lá onde ela estava, falando alguma coisa de assalto. Nao entendi nada, cheguei lá e continuei sem entender. Muitos risos! Mas o importante é que ficou tudo bem. Tem dessas coisas! Sexta a faculdade estava vazia mas eu estava lá. Com tantas faltas, não podia deixar de "fazer uma média" com o professor. Ainda assim, não escapei da piadinha ao final da aula:
- Professor, vou viajar próxima semana a trabalho, queria justificar minhas faltas.
- Minha filha, tem certeza que você não quer deixar para o próximo semestre? Melhor, você faz com mais calma.
Hoje, dia de sol e rapel. Ops, mas já perdi a hora. Fiquei aqui de bobeira, escrevendo, nem vi o tempo passar. Amanhã tem também mas é tão cedo. Não sei se a preguiça deixa eu ir. Bom, mas para parar de tagarelices e tentar, enfim, estudar, quero dizer que vivo um momento de encanto pela vida. Precisava falar? Como escreveram uma vez pra mim: "mas, nada não, a vida é boa demais!!!". Sou feliz com meu jeito de falar, com o meu mundo que parece novo todo dia, com a minha cabecinha boa... Tudo sempre se resolve. A gente só sofre para não morrer sem sofrer. Mas, no fim, é findo todo caso.
Hello world!
Há 7 meses
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