enfermidade comum nos tempos em que se obriga homens e mulheres a fechar seus olhos frente a muitos acontecimentos.
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“Eu só o ameacei com um dedo”, disse, apertando o gatilho.
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Ainda tentando me recuperar da triste notícia do fim de semana. O samba do Arlindo acabou. Eu não me lembro de ter vida sem Arlindo. Os amigos me ligaram informando mas eu tive que ir lá pra acreditar. Como assim? E agora, o que vou fazer com minhas tardes de sábado? O Arlindo nem estava lá pra responder. Deixou aquele garotinho que atendia no balcão encarregado de dar a triste notícia aos inúmeros frequentadores amantes do samba que chegavam lá e voltavam desconsolados. Aquele boteco era o lugar onde eu conseguia anestesiar a vida e esquecer de todo o resto. Boa conversa e cantoria pra limpar a mente de todos os problemas. Foi estranha a sensação de ver o bar deserto naquele final de tarde. O fim de uma era (eita!). Acabou também o chorinho da terça-feira. Ele não sabe o que é sentimento. O cagar e andar de marca maior. Honestamente gente, se pudesse compraria aquele bar. Acabaria com essa agonia. Acho que foi essa tristeza que baixou minha imunidade e agora estou eu aqui com garganta inflamada, febre, tosse e crise alérgica. Pior que amanhã vou fazer uma palestra sobre meu trabalho numa faculdade. Com essa minha tosse maravilhosa... Pense!
Hello world!
Há 7 meses
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