Sinto-me descalço,
Pés fincados na areia morna,
Olhar perdido no verde-azul do oceano...
De repente, um sobressalto - um aviso,
Um alerta a me trazer de volta,
Alardeando os perigos dos mares quase infindos,
Do profundo mistério escondido
No horizonte-além.
Quem dera poder navegar nestes olhos
Desfrutar suas águas revoltas,
Decifrar o som de suas vagas
Que agora, sem receio,
Tocam-me, indiferentes ao meu querer.
E o coração - navegante de teorias -
Intimidado com as correntezas,
Com a irresistível maré alta,
Com o sol que se põe sobre incertezas
Busca respaldo nos medos vis
E deixando tanta formosura para trás
Desiste, enfim, do sonho audaz
De, sobre as ondas, ser feliz.
@sranônimo 5/10/09, 8h20
Hello world!
Há 7 meses
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