segunda-feira, 11 de maio de 2009

Concordância não-verbal*

"'Eu te amo...' E o silêncio? Inexplicável. Naqueles olhos, indagação: qual a razão? Não sei, quem vai saber. Sabe-se lá... Tantos encontros casuais (ou usuais) que mais parecem desencontros. Escada acima, escada abaixo. Dos beijos quentes só restaram mãos geladas, olhar furtivo, desconversação. Da paixão de toques ardentes, só o formal, o normal, o quase-indiferente. Mas a saudade, indomável, inerente aos grandes amores (perdidos), insiste - madrugadas adentro - em desejá-la outra e outra vez, e sempre mais, e ainda uma vez. 'Eu te amo...' E o silêncio? Não há. Como as estrelas de Olavo, os olhos derramam inaudíveis declarações de amor que o coração percebe, mas finge não entender."

* uma mensagem "anônima" numa manhã chuvosa de segunda-feira

***

A repetição da coisa dita não a torna verdadeira, da mesma forma que o silêncio nada consente ou nega. É assim, simplesmente, um silêncio que diz "pára e dá tempo, não recues, dá tempo apenas, por respeito".

2 comentários:

Ju Guedes disse...

vida louca vida...
Falando nisso, para onde partirás?
Bjos saudosos e indecisos ainda.. Aiai! Help me God!

A coisinha à toa disse...

Gosto de tudo que escreve. Me identifico com muitos momentos e sentimentos que você externa.