quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Que dia!

Tinha prometido ficar um tempo sem escrever aqui mas essa terça-feira merece destaque. Já acordei mal por não ter dormido direito à noite. Minha irmã que está doente inventou mil e um motivos pra interromper meu sono. Até aí, nada demais, já que isso tem sido um pouco constante. Cheguei no trabalho atrasada e quase não consigo lugar pra estacionar. Achei uma vaga um pouco distante e numa rua "não muito confiável". Mas fazer o quê? Já estava atrasada demais pra procurar outro lugar. Logo que cheguei, minha amiga Mari liga e eu penso: pronto, vamos fechar os últimos detalhes da viagem. Que nada! Simplesmente ela ligou pra dizer que não tem mais vôo da TAM partindo de Lima. E agora, o que fazer? Passei o dia inteiro tentando achar uma solução, pesquisando na internet, ligando pra um e outro. Isso nos raríssimos intervalos que tive no trabalho. Afinal, parece que todo mundo resolveu tirar permanência hoje. Logo hoje que eu pensei em ficar nesse setor porque é mais tranquilo e eu poderia estudar um pouco para as duas provas da faculdade. Nem na hora do almoço tive descanso então resolvi sair um pouco mais cedo para dar uma última revisão nas notas de aula. Quando estou saindo da sala chega o chefe e comenta que quebraram o vidro de um carro ali perto. Hummm... O coração apertou. Vou saindo normalmente mas de longe mesmo ja vi o vidro do meu carro quebrado. Putz! Levaram meu som. Pelo menos não levaram meus livros, nem meu chocalho, nem meu tamborim. Olhei para os lados e não vi ninguém por perto. Estava tão desanimada que só fiz entrar no carro e ligar para o corretor do seguro. Fui para a oficina e troquei o vidro. Até que não demorou muito. Mas já cheguei na faculdade na hora da primeira prova. Quer dizer, cheguei um pouco atrasada porque o estacionamento estava lotado e eu levei um tempo enorme para conseguir uma vaga. E ainda, ao entrar na sala, e só ali, me dei conta de que tinha esquecido o vade mecum e tive que voltar no carro pra pegar. Bom, falar das provas aqui nem precisa. Uma droga! Afinal, sem estudar não dá. Pior é o caminho de volta pra casa que parece uma eternidade naquele terrível silêncio. É quando você se dá conta do quanto o som faz falta. Engraçado foi a minha sorte do dia no orkut: "Divida sua felicidade com os outros hoje mesmo". Eis meu dia feliz. Ai, ai... Como diria minha mãe, tem gente que está pior. Pelo menos ao chegar em casa recebi um mail de um menino que conheci na internet e que me deu várias dicas pra contornar os problemas da viagem. Acho que vai dar certo. Espero que sim. Afinal, a terça já acabou e hoje é outro dia.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Ao meu admirador secreto

Um belo dia a gente está no trabalho e recebe uma mensagem no celular, vinda da internet, sem o nome do remetente. Chega outra. Logo fica mais curiosa para saber de quem é do que propriamente o que ela diz. Verifica que também não tem assinatura. Chega outra, outra e outra. No princípio começa a achar graça, depois fica irritada, tem vontade de apagar. Mas não apaga. Não é por nada não, mas é só para saber até onde esse cretino quer chegar uma vez que ele tem certeza que a gente vai ler todas. Não uma, mas duas, três, quatro, diversas vezes. Não é por nada não, que a gente não vai dar bola para uma mensagem anônima, mas é só para ver se a gente descobre quem mandou. E só lá pela quinta ou sexta vez é que a gente começa a ter certeza, não bem certeza mas quase, porque só uma pessoa podia escrever aquilo. Mas essa pessoa não precisaria do anonimato. Pensando bem, esse não é o estilo das mensagens dele. Não é possível. Ou será que é? Só pode ser alguém do trabalho, afinal, hoje resolvi me arrumar um pouco mais. Será que é esse carinha que está bem na frente da gente? Não é possível. Ou será que é? Está criada a dúvida. Vai ver que o autor da mensagem queria isso mesmo, criar a dúvida. Portanto o melhor é não dar bola. Ridículo, dar bola para uma mensagem no celular que nem sequer tem uma assinatura. Mensagem anônima não quer dizer coisa alguma, não significa nada, quer causar curiosidade, quer criar ansiedade. Mas desta vez não vai conseguir nada. O melhor mesmo é apagar. Mas antes disso não custa nada mostrar a uma amiga só para a gente se divertir, para aumentar a auto-estima, para se sentir admirada. Isso é sempre bom! Mas vai a gente depois conseguir dormir sem saber quem é o admirador secreto…

domingo, 23 de setembro de 2007

"(...) tenho me convivido muito ultimamente e descobri com surpresa que sou suportável, às vezes até agradável de ser. Bem. Nem sempre"

Clarice Lispector, janeiro de 72

Presente de Joice

Quem já passou
Por esta vida e não viveu
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu
Porque a vida só se dá
Pra quem se deu
Pra quem amou, pra quem chorou
Pra quem sofreu, ai

Quem nunca curtiu uma paixão
Nunca vai ter nada, não

Não há mal pior
Do que a descrença
Mesmo o amor que não compensa
É melhor que a solidão

Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair
Pra que somar se a gente pode dividir?
Eu francamente já não quero nem saber
De quem não vai porque tem medo de sofrer

Ai de quem não rasga o coração
Esse não vai ter perdão

Poema de Vinícius de Moraes que ganhei hoje de presente da minha grande amiga de infância Joice. Ela disse que é a minha cara. E eu concordo plenamente. Como diria a própria Joice, muito digno ("muito digno"= realmente muito bom...expressão usada pela "betina botox", personagem de uma das esquetes da Terça Insana).

sábado, 22 de setembro de 2007

Esperando...

Estou aqui esperando
E enquanto espero
Reacendem esperanças em meu coração.
Esperanças sem sentido,
Sem receios, sem razão...
Esperanças de quem insiste
Em crer em algo que já não é
Não mais será nem nunca foi
Ah, o meu coração!
Intransigente,
Irresponsável,
Intempestivo!
Mesmo diante das barreiras
Me diz não crer no intransponível.
E amarguro esta dor,
Calado, sozinho
Ansiando por ver o tempo passar
Só pra nunca mais te ver assim.

Escrito pra mim por alguém chamado ANJO, no dia 17 de setembro, exatamente às 8h52 na sala de embarque do aeroporto de Fortaleza. Uma pessoa especial "apesar dele" (como ele diz!). Nos conhecemos em abril de 2006 e a verdade é que, de lá pra cá, ele só me fez bem. O sentimento que entre nós surgiu é lindo, é leve, é doce. E sei que vai durar para sempre.

Esse Anjo tem o dom da palavra e sempre manda um mail maravilhoso, uma poesia, uma música... Mesmo quando quer brigar comigo. E nesta última semana, em que estive "correndo com tesouras", ele foi mais que amigo. E sei que ele sabe disso, pois entre nós, meias pala...

Pra começar!

Hoje deveria ser um dia de muito estudo. Próxima semana terei prova todos os dias e até 2 provas em um mesmo dia. Mas outra vez não consegui me dedicar aos livros. Desde que voltei do Rio no começo de agosto, e até mesmo lá, tenho me dedicado muito mais a boemia. E de repente, de bobeira na internet, meu grande vício, senti uma enorme vontade de ter um espaço como esse para escrever minhas besteiras. Melhor que ficar navegando sem rumo, futricando o orkut dos outros.

Bom, mas pra começar, vou explicar o título deste blogger. É por causa da música Senhorita de Zé Geraldo . Quem não conhece, tente ouvir.

Minha meiga senhorita
eu nunca pude lhe dizer
Você jamais me perguntou
de onde eu venho e pra onde vou
De onde eu venho não importa,
já passou
O que importa é saber
pra onde vou

Minha meiga senhorita
o que eu tenho é quase nada
Mas tenho o sol como amigo
Traz o que é seu
e vem morar comigo
Uma palhoça no canto da serra
será nosso abrigo
Traz o que é seu
e vem correndo, vem morar comigo

Aqui é pequeno
mas dá pra nós dois
E se for preciso
a gente aumenta depois
Tem um violão que
é pra noites de lua
Tem uma varanda
que é minha e que é sua

Vem morar comigo
meiga senhorita
Vem morar comigo
Doce e meiga senhorita
Vem morar comigo

Bom, talvez uma única pessoa entenda realmente o que essa música significa pra mim. Mas o que tenho a dizer aos demais amigos é que essa música marcou a minha grande saída do casulo. Foi em 2004, durante e depois de uma certa Academia. Quando a borboleta sai da pupa, já é um inseto adulto. Não crescerá mais nem passará por outras renovações de pele. Pode levar um tempo do momento em que sai do casulo até que possa realizar seu primeiro vôo. Ao sair do casulo, suas asas estão totalmente encolhidas. Vão expandindo-se aos poucos, pela pressão da hemolinfa (o "sangue" dos insetos) e pelos movimentos musculares, num processo que dura também algum tempo. Durante esse processo, a borboleta precisa seguir certas regras para que as asas se abram com perfeição. Quando vemos uma borboleta com as asas estendidas ao máximo, é difícil acreditar que coubesse no espaço tão exíguo de um casulo.