Um belo dia a gente está no trabalho e recebe uma mensagem no celular, vinda da internet, sem o nome do remetente. Chega outra. Logo fica mais curiosa para saber de quem é do que propriamente o que ela diz. Verifica que também não tem assinatura. Chega outra, outra e outra. No princípio começa a achar graça, depois fica irritada, tem vontade de apagar. Mas não apaga. Não é por nada não, mas é só para saber até onde esse cretino quer chegar uma vez que ele tem certeza que a gente vai ler todas. Não uma, mas duas, três, quatro, diversas vezes. Não é por nada não, que a gente não vai dar bola para uma mensagem anônima, mas é só para ver se a gente descobre quem mandou. E só lá pela quinta ou sexta vez é que a gente começa a ter certeza, não bem certeza mas quase, porque só uma pessoa podia escrever aquilo. Mas essa pessoa não precisaria do anonimato. Pensando bem, esse não é o estilo das mensagens dele. Não é possível. Ou será que é? Só pode ser alguém do trabalho, afinal, hoje resolvi me arrumar um pouco mais. Será que é esse carinha que está bem na frente da gente? Não é possível. Ou será que é? Está criada a dúvida. Vai ver que o autor da mensagem queria isso mesmo, criar a dúvida. Portanto o melhor é não dar bola. Ridículo, dar bola para uma mensagem no celular que nem sequer tem uma assinatura. Mensagem anônima não quer dizer coisa alguma, não significa nada, quer causar curiosidade, quer criar ansiedade. Mas desta vez não vai conseguir nada. O melhor mesmo é apagar. Mas antes disso não custa nada mostrar a uma amiga só para a gente se divertir, para aumentar a auto-estima, para se sentir admirada. Isso é sempre bom! Mas vai a gente depois conseguir dormir sem saber quem é o admirador secreto…
Hello world!
Há 7 meses
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